sábado, janeiro 9

O peso deste nada


Sou formada por ausências,
Solitude, abstinências,
Que muitas vezes esmagam
Os gritos do meu silêncio!

Sou feita de mil querenças,
Anseios e transparências,

Que muitas vezes emergem

Com a voragem de um tufão!

Sou fruta verde-madura,
Um travo de fel-doçura,

Aguardente que se traga!

Sigo cerzindo essa teia,

Segurando em minhas veias

Todo o peso deste nada!

(...)