Mana,
desde o dia que viajou na manhã do dia 31 de janeiro de 2009 naquela chuva torrencial que a saudade não me abandona, à noite te ouço chamando por mim, acredita? Ouço correr à noite pelos sulcos do rosto – dir-se-ia que me chama, que subitamente me acaricia, a mim, que nem sequer sei ainda como juntar as sílabas do silêncio e sobre elas adormecer.
Acordo preocupada intercedendo, enviando ao universo vibrações positivas, vejo anjos com labaredas de fogo um mais alto e bonito do que o outro, cada qual com as suas particularidades pleiteando por ti.
Ouço a tua voz, sinto o cheiro do teu sorriso esse olhar de você cheio de Zinha, de Suze, de Suziane a nossa Suzinha, o balbuciar dos teus palavrões, com socos ao vento, é, estão embuídos nas paredes de nossa casa, convencionada em mim e na mamãe. Fico espreitando, rememorando fotografias e o meu coração acelera mesmo com essa dor na nuca, insônia, dor no estômago, sintomas que está sendo uma novidade pra mim, ou não, né?. Estou num processo de desfolhamento, florescendo, dever ser por isso que dói tanto refletindo no meu corpo que antes tinha o peso 58 kq e hoje está 55 kq. Creio que são reações acumulativas desse meu jeito "timidamente" desconfiada, atroz, ríspida que você já conhece.
4:17 da matina, eta!
tenho cara de noite, jeito de tarde...
Hum!
Vá ver é por aí que venham os delírios verbais, espirituais que me terapeutam
Um beijo, sigo te amando.
