No país de Issacar
Luminosas margens do lago Tiberíade
Entre olivais e vinhedos, olhos ardentes
Enquanto descansava à beira da fonte Vergéis.
Estendeu a sombra das mãos
Na espessura das amendoeiras em flor
No orvalho nos meses que canta a cigarra
Celebrando a primícia xamã do celeiro com trigo.
Eis que surgiu uma claridade
Coberta de silêncio sobre o poente
Vermelha como uma romã madura
Na frescura de uma manhã macia.
