terça-feira, abril 14

Aos cuidados da Chris Portto,

Minha Frôr do Lácio, Meu pronome possessivo que só ela sabe SER, me recomenda um disco, um livro do Rubem Alves o poeta das coisas essenciais e humanas, aquele que num ato de carinho e respeito plantava árvores para amigos na lembrança de uma saudade, anda em silêncio comigo na espera sem des(espero) entra comigo em campo por meio do elo que temos juntas, de: opostos? ou de coisas, ou tempo, ou de espaço, ou de energia, ou de cores e gostos em comum? Eh, os opostos não se atraem na parte permanente distraída, pois não se veem, não se comunicam, REPELI. À partir, de: AFINIDADES E NUANCES QUE O TEU DISPOSTO GOSTAR ALCANÇAM O MEU, floresceu o gosto de Balas por Zeca Baleiro, Mágico por Teatro Mágico.
Te gosto um tanto mais do que já [ É ], Portto!

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Por meu universo, por deter e congelar aquilo que foi feito pra correr, por parafernália 'eu', por lúdico, por questionador e contestador, por labor, por atuar-refletir, por humanizar, por problematizar, por consciência de estar, por saber Ser nele, por essência do ato comprometido, por processo de transformação, por forma e conteúdo, por constante e in(constante) busca, por transcendente, por epifânia, por toda graça a(graciada), por descortinar, se condiz, se manifesta no espaço-tempo que traga e mobiliza o meu Estar-Sendo. Persiste, ensiste numa velocidade no claro instante contetamento a canção embrulhada de ternura, expressão corporal, alma , cor, cheiro, num sopro de fantasia e lúdico musicada por Fernado Anitelli.

O Mérito e o Monstro
O Teatro Mágico
Composição: Fernando Anitelli

O metrô parou/ O metro aumentou/ Tenho medo de termômetro/ Tenho medo de altura/ Tenho altura de um metro e tanto/ Me mato pra não morrer/ Minha condição, minha condução Meu minuto de silêncio /Os meus minutos mal somados Sadomasoquismo são /Meu trabalho mais que forçado/ Morrendo comigo na mão /A maioria das pessoas passa de oito a doze horas por dia fazendo coisas que não fazem sentido na vida delas/ PERMITA-SE! PERMITA-SE! /Pra dilatarmos a alma/ Temos que nos desfazer/ Pra nos tornarmos imortais/ A gente tem que aprender a morrer/ Com tudo aquilo que fomos/ E tudo aquilo que somos nós.